02
Jul 10
Que querem que eu faça, sei eu bem
Não significa porém, que possa.
E não acho que faça mais sentido fazê-lo.
O que faz sentido é não querer saber de mais nada,
E revolucionar tudo o que é meu, esquecer convenções -
Apenas continuar e fazer o que tenho de fazer e o que não tiver,
Fazer, dizer porque me apetece e porque gosto.
O moralmente correcto e aceitável começa a ficar chato
E a pior coisa que me pode acontecer é arrepender-me por não fazer
Aquilo que queria fazer, dizer porque me apetecia e porque gostava.
publicado por misunderstood-ninja às 08:07

29
Jun 10
Se me disseres para ir, desaparecerei
Diz-me que não me queres ver novamente,
Quero ouvir tais palavras, e assim garantirei
Que a mágoa me manterá lúcida firmemente.

Se quiseres o meu choro, eu diria: desiste.
Faço tudo terrestre, mas nesses momentos
Pareço doutro mundo, por isso insiste
Quero-te ver a chamar meus tormentos.

Se assim for, posso desatar às gargalhadas,
Rir-me em agonia, electrificada.
Espero que o faças, sem ti não sou nada
Sem mim, algo fica por fazer, espero que te lembres.
publicado por misunderstood-ninja às 17:04

26
Jun 10
Quando ele quis virar-se para trás,
Algo no seu corpo o impediu,
Viu-te na sua mente e fugiu
Correndo, com medo do que partiu.

Perante histórias destas, lágrimas deitam -
"Ridículo" não é a palavra, mas muito menos o é "digno"
E assim, depois de eu não me ter virado,
Tu começas um ciclo que não tem fim,
Ou não teve, mas terá,
Já que nada concreto de ti há em mim.

E nada é o significado de uma nova interacção
E será sempre, porque tudo passa,
E se pensas que és imune porque tudo parece
"Oh! Tão perfeito!"... desengana-te.

A definição de mundo tem efemeridade lá no meio,
E o ser humano (bem como tudo o que o envolve)
É o épito do efémero - podendo ser essa a razão de nos acharmos como o centro.
publicado por misunderstood-ninja às 09:41

23
Jun 10

Se o amor fosse real
Decerto ele não se teria iludido,
Porque uma realidade jamais é ilusão
E se sofre por isso, como achá-lo verídico?
Ele não quis saber, ele agarrou-se com unhas e dentes
Mas a visão saiu-lhe cara,
Custou-lhe a inocência e a confiança em qualquer ser humano:
O que é suposto ser o “melhor valor da humanidade”
Desintegra mentes e transforma-as,
Retirando-lhes o bom.
Ele já não é o mesmo, nem vai voltar a ser,
Mas a culpa não é dela, porque se ela se negasse a si mesma
E ao que sentia, era ela que se desintegrava.
Desta forma, quem ataca é quem sai vencido
E quem defendeu sai lesado mas recupera.
Não será o “amor” mais um pretexto para aplicação da lei da força?

publicado por misunderstood-ninja às 15:13

22
Jun 10
Não gosto de te achar tão longe,
Mas que outra opção tenho eu?
Terias o hábito de monge
Não tivesse descoberto o que agora é teu.

E por estas águas me deixo ir,
Boiando pela vida fora,
Mas não pareço conseguir resistir,
Cada dia a situação piora.

Já não, não irei ceder,
Só o fiz em presença do meu desespero
Que ao meu orgulho conseguiu vencer,
Todavia, foi tudo tão efémero!

Um ano e tal pareceu eterno,
Até ao momento em que me elucidaste
O choque foi um frio de Inverno,
E a tua presença em mim, tu a assassinaste.

Agora o que resta é um ferimento,
Uma vontade irreprimível de esquecer.
Verdade é que em nenhum momento
Novamente, te quererei ver
Outra vez.
publicado por misunderstood-ninja às 09:14

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