28
Jul 10

 

Custa ser desta maneira, ninguém, zero... não há ninguém.

Muitos considerariam o desabafo como peneira, mas não é.

Quem me dera a mim não ser assim.

Não compreendo a minha adaptabilidade: é reduzida, mas quando acciona é passiva

E o meu ser toma uma postura de austeridade,

Sem me deixar ouvir o que quer dizer a saliva,

Sem me deixar descalçar no meio da cidade.

E assim, aos poucos, vou-me fechando ao mundo

Sem voltar ao meu, ficando algures no meio

Numa dimensão infernal, lá no fundo,

Onde não há claro nem escuro, nem bonito nem feio

Apenas o neutro, esse conforto mediano.

 

E qual é o meu medo?

Está espalhado pelas vossas faces,

Pela vossa mão e por cada dedo:

A reprovação, a repulsa, o desinteresse

Quando há um vislumbre que seja de "eu", fora da máscara,

Não fosse porcaria, antes eu vos a oferecesse.

 

A criança descobre a ingratidão em perplexidade,

Nada mais natural, se não fosse demais,

Mas quem aprende avança na idade, e surge

O verdadeiro dilema em que sempre cais:

Crescer, aprender; ou ser a eterna criança despreocupada?

 

Quem poderá dizer o que está certo e errado?

Seja qual for a "escolha" o preço a pagar é alto:

Na primeira, a infelicidade permanece, até se tornar insuportável

Na segunda, a ingenuidade tem o sofrimento na lista de consequências

Mas cuidado com essa tua mente!

Ficar onde estou, o doloroso meio, é bem mais perigoso

Enterrada no fundo desse local

Quem censura eu querer voltar...

publicado por misunderstood-ninja às 11:30

07
Jul 10
Quando esbarrei contigo, não me apercebi, até cair,
Que o pavimento podia ser tão ingrato,
E que tu estenderias sem demora o teu braço.
No entanto, a acção não cria o facto.
É por vezes bem contrária a ele, como foi
E como será sempre contigo: nunca nada corresponde ao facto.
A menos que ele, de facto, seja factual.
E que tu, num masoquismo doentio, gostes que eu pense
Que o facto nada tem a ver com o teu membro superior
Antigamente oblíquo na minha direcção.
Tudo bem, já conheci muita gente que busca o utópico
Nunca conhecera ninguém que pura e simplesmente
Nega toda e qualquer felicidade, para não deixar de ser o que é -
Ou algo do género…
Mas que digo eu? Afinal, não é esta também uma das condicionantes
Que afecta o Ulisses, não se conseguindo desprender do seu tremendo
Ego heróico?
Mas o que de heróico tem ser ninguém?
O que tem de heróico descobrir factos antes dos outros?
O que tem de heróico ganhar batalhas que de nada servem senão para a História?
O conceito de herói está vago, quando Ulisses fez tudo isto com a saudade na alma.
publicado por misunderstood-ninja às 11:16

02
Jul 10
Que querem que eu faça, sei eu bem
Não significa porém, que possa.
E não acho que faça mais sentido fazê-lo.
O que faz sentido é não querer saber de mais nada,
E revolucionar tudo o que é meu, esquecer convenções -
Apenas continuar e fazer o que tenho de fazer e o que não tiver,
Fazer, dizer porque me apetece e porque gosto.
O moralmente correcto e aceitável começa a ficar chato
E a pior coisa que me pode acontecer é arrepender-me por não fazer
Aquilo que queria fazer, dizer porque me apetecia e porque gostava.
publicado por misunderstood-ninja às 08:07

29
Jun 10
The past and its influence in the future – that’s what we are all thinking when the uncertain comes close.
So, we go back to that night when something absolutely surprising and amazing happened, and we think – what have we done so that would happen? – because we want that back, the feelings and the circumstances.
In any case, if we think about horror and bad things that happened or could happen, the fear comes back.
If we think about the good things, we smile and we value everything we have: Maybe that’s what we did that night, maybe that’s the answer.
Let’s hope that the past doesn’t vanish and the future remains unknown, otherwise life would make even less sense.
publicado por misunderstood-ninja às 11:15

28
Jun 10
O que está dentro será sempre o elemento que nos surpreende,
Mas incomoda não saber, tanto ou mais do que incomoda saber.
Tudo o que está no eu, e desconhecemos magoa
Como queimaduras no dia seguinte.

E tendo em conta as minhas feridas que estão cá por tua causa,
Ou por causa de outra pessoa, volto atrás e salto da minha estabilidade,
Que na altura parece tão perfeita, tão confortante, mas rápido nos aprisiona.
Assim sendo, não considero que nada seja estável, ou bom, certo -
A vida humana é uma constante mudança e passos dados à frente e atrás,
Como aqueles jogos de tabuleiro que em criança jogávamos.

E chegando a tais conclusões, em tom de discurso proclamo:
Seria melhor se eu não te tivesse voltado a encontrar.
publicado por misunderstood-ninja às 05:49

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