07
Jul 10
Quando esbarrei contigo, não me apercebi, até cair,
Que o pavimento podia ser tão ingrato,
E que tu estenderias sem demora o teu braço.
No entanto, a acção não cria o facto.
É por vezes bem contrária a ele, como foi
E como será sempre contigo: nunca nada corresponde ao facto.
A menos que ele, de facto, seja factual.
E que tu, num masoquismo doentio, gostes que eu pense
Que o facto nada tem a ver com o teu membro superior
Antigamente oblíquo na minha direcção.
Tudo bem, já conheci muita gente que busca o utópico
Nunca conhecera ninguém que pura e simplesmente
Nega toda e qualquer felicidade, para não deixar de ser o que é -
Ou algo do género…
Mas que digo eu? Afinal, não é esta também uma das condicionantes
Que afecta o Ulisses, não se conseguindo desprender do seu tremendo
Ego heróico?
Mas o que de heróico tem ser ninguém?
O que tem de heróico descobrir factos antes dos outros?
O que tem de heróico ganhar batalhas que de nada servem senão para a História?
O conceito de herói está vago, quando Ulisses fez tudo isto com a saudade na alma.
publicado por misunderstood-ninja às 11:16

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